Volvo Cars passa Audi e se torna a terceira marca premium no Brasil

Empresa vai acelerar com híbridos até o fim do ano para buscar a segunda colocação

Data: 09-07-2020
Fonte: Automotive Business
Autor: Mário Curcio

Por uma vantagem pequena de 28 carros, mas suficiente para soltar rojões e abrir alguns champanhes, a Volvo terminou o primeiro semestre de 2020 à frente da Audi em emplacamentos. Foram 2.690 unidades no período, ante 2.662 da montadora alemã.

Com isso, a empresa de origem sueca ocupa agora a terceira posição entre as marcas do segmento premium, atrás de BMW (4.497 unidades) e Mercedes (3.114).

“Vamos batalhar pela segunda posição no segundo semestre. A diferença que nos separa da Mercedes é semelhante à vantagem que a Audi tinha sobre a Volvo no primeiro semestre do ano passado”, recorda o diretor geral de operações da Volvo Cars, João Oliveira.


PEQUENO ESPAÇO PARA OS SEDÃS

Os destaques para o bom desempenho no semestre foram os utilitários esportivos XC40 (1.044 unidades) e XC60 (1.092). O XC40 foi lançado há pouco mais de dois anos no Brasil e neste primeiro semestre recebeu uma opção híbrida. “Em volume, são mesmo estes dois modelos que vão nos ajudar nessa busca pelo segundo lugar”, diz Oliveira.

O diretor geral da Volvo Cars também acredita que termina o ano com um número muito próximo de vendas ao de 2019, o melhor ano para a marca no País, quando teve o número recorde de 7,9 mil unidades emplacadas. “Tínhamos planejado alta de 30%, mas fecharemos o ano com algo entre 7 mil e 8 mil unidades.”

A Volvo atribui os bons resultados às opções híbridas, que já respondem por 43% das vendas da marca no Brasil. Até o fim do ano que vem a empresa só terá carros híbridos ou 100% elétricos à venda no País. “A marca vem investindo para apresentar seus produtos eletrificados ao consumidor, instalou quase 300 eletropostos e fez um esforço de comunicação muito grande”, afirma Oliveira. Considerando o mercado total de híbridos no País, a fatia da Volvo é de 14%.

Os números divulgados pela Abeifa mostram que os sedãs Volvo tiveram pequeno volume de vendas em 2020 quando comparado aos utilitários esportivos. O S60, sedã médio apresentado em 2019, teve apenas 181 unidades emplacadas neste primeiro semestre. Para Oliveira, os sedãs manterão dentro da Volvo uma fatia próxima a 15%. Ele acredita que a demanda pelo S60 crescerá gradualmente. A marca também traz ao Brasil o S90, que teve 31 licenciamentos no semestre. Este último só é vendido com motorização híbrida.

DÓLAR E IMPORTAÇÕES

A Volvo não tem produção local e, como todos os importadores, já vivia o impacto da desvalorização do real. No entanto, o reajuste médio dos carros nos últimos 12 meses foi de 8%, segundo Oliveira, enquanto a moeda local perdeu cerca de 40% de seu valor. O executivo recorda que conta com o apoio da matriz por causa do potencial do mercado brasileiro. “Procuramos atuar como uma empresa global, com estratégia de médio e longo prazos. Nos países emergentes as moedas flutuam mais”, diz. Oliveira também é o atual presidente da Abeifa, entidade que reúne importadores e fabricantes, que já pleiteou ao governo a redução do Imposto de Importação de 35% para 20% como forma de reduzir os impactos no segmento de importados. 

Entre as marcas filiadas à Abeifa, a Volvo teve o terceiro melhor desempenho no primeiro semestre na comparação com iguais meses do ano passado por ter apresentado a menor queda, de 24,3%. Duas filiadas à Abeifa tiveram crescimento no período, apesar da quarentena: Land Rover, com 1,5 mil unidades e alta de 25,8%, e Porsche, com 1,3 mil carros e crescimento de 84,4%.

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