O varejo vai depender menos das ‘maquininhas’, diz presidente da Cielo

Cielo aposta que o futuro dos pagamentos no varejo será um modelo híbrido entre os métodos tradicionais físicos e os digitais

Data: 22-09-2020
Fonte: Mercado & Consumo
Autor: Imprensa Mercado & Consumo

A indústria de pagamentos precisa estar alerta ao comportamento do consumidor para estabelecer novas propostas, transformando as soluções oferecidas atualmente. A análise é do presidente da Cielo, Paulo Caffarelli, que participou, na manhã desta quinta-feira (17), do Global Retail Show 2020.

Atualmente, seis milhões de clientes já usam meios de pagamento digital para fazer compras. E este número, segundo Cafarelli, foi acelerado principalmente pela pandemia. “A pandemia tornou a jornada de consumo mais digital e mudanças as precisam acontecer nas empresas. Precisamos olhar para a frente, ou seja, para o cliente do meu cliente.”

Visão para o futuro

A Cielo aposta que o futuro dos pagamentos no varejo será um modelo híbrido entre os métodos tradicionais físicos e os digitais. Soluções como os links de pagamento, que já existiam antes da pandemia, passaram a ser usadas agora por necessidade. A empresa acredita que com a retomada do comércio presencial, a tendência é que os varejistas incorporem a tecnologia no dia a dia dos seus negócios.

Essas mudanças nos meios de pagamento podem ser ainda mais aceleradas com a chegada da tecnologia de quinta geração de internet móvel, o 5G. “Acredito que, em um curto espaço de tempo, chegaremos lá”, diz Caffarelli.

A longo prazo, o executivo acredita em uma mudança mais profunda dos pagamentos, com o fim do ponto de venda como conhecemos hoje. Um passo que a Cielo dá em direção a esse futuro é a parceria com o Facebook para oferecer o WhatsApp Pay, que permitirá aos brasileiros enviar dinheiro e realizar pagamentos usando a infraestrutura da rede social, como acontece com o WeChat na China hoje.

Mas isso será o fim do dinheiro de papel? Caffarelli acha que não. Em momentos de crise, como a pandemia, as pessoas tendem a usar mais papel moeda – no Brasil, o pagamento do auxílio emergencial pelo governo favoreceu essa tendência.

Para o executivo, enquanto houver uma grande informalidade na economia nacional, será impossível falar sobre o fim do dinheiro em espécie no Brasil. “É preciso se envolver com o governo para tentar resolver essa questão do ecossistema antes de tentarmos aumentar a participação dos pagamentos digitais”, afirma Caffarelli.

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