Para 2020, fabricante aposta em um mercado de 120 mil unidades.

Mercedes-Benz projeta crescimento de 18% na venda de caminhões

Data: 03-02-2020
Autoria: Sueli Reis
Fonte: Automotive Business

Em linha com a projeção da Anfavea, associação das fabricantes de veículos, a Mercedes-Benz espera que as vendas totais de caminhões cresçam 18% em 2020 no mercado brasileiro e atinjam o volume de 120 mil unidades. A previsão considera um PIB em alta de 2,5% este ano, bem como uma taxa Selic em 4,5%.

Segundo o vice-presidente de vendas e marketing para caminhões e ônibus, Roberto Leoncini, os caminhões pesados (ou extrapesados) que em 2019 responderam por 57% das vendas totais, ainda deverão liderar o mercado, mas em um ritmo de crescimento menor com relação ao que foi visto no ano passado. Ao mesmo tempo, a empresa vê uma melhora nas entregas de caminhões leves e médios.

“Em geral, o mercado dobrou desde o fim da crise e vem com uma tendência de crescimento. Sempre dizemos que venda de caminhão tem a ver com PIB, mas depende de cada segmento; há um descolamento porque cada um reage de uma forma. O extrapesado foi o dono da festa em 2019, mas os leves devem recuperar o mix este ano e os números vão ficar um pouco mais interessantes”, comenta Leoncini.

Com quase 30 mil caminhões emplacados em 2019, a Mercedes foi líder de vendas pelo quarto ano consecutivo com 30% de participação. Em 2020 espera elevar ainda mais sua fatia no mercado com a chegada da nova geração do Actros, lançada na última Fenatran. As entregas começam em abril e até agora a empresa já vendeu 500 unidades do modelo novo, dos quais 150 equipados com a câmera-retrovisor digital mirrorcam.

“O Actros 2651 foi o nosso caminhão mais vendido; a chegada da nova geração amplia o leque e provavelmente a participação vai ficar um pouco melhor em 2020”, analisa.

A fabricante aposta na retomada do setor de construção civil em 2020, o que pode dar uma ajuda extra ao segmento de caminhões pesados. No ano passado, as vendas para este tipo de aplicação responderam por apenas 15% das vendas; logística (61%) e agronegócio (24%) foram os grandes impulsionadores desta categoria.

“Acreditamos que a partir do segundo semestre deste ano haverá um crescimento forte dentro da construção civil, com pico em 2021 e 2022, pelos contratos de infraestrutura que já foram fechados”, indica Leoncini.

Para a Mercedes, as vendas maiores deverão ser acompanhadas pelo aumento da demanda de serviços, cujos negócios quase dobraram no último ano. Dados da empresa mostram que 38% dos caminhões negociados em 2019 saíram com algum plano de manutenção contratado: no ano anterior, essa fatia era de 27%. Além disso, a empresa alcançou o número de 12 mil caminhões conectados no Brasil.

“Para nós, este ainda não é um número bom, porque queremos 100% da frota conectada. A intenção é crescer, mas a demanda vem do cliente e cada vez mais eles estão querendo ter a informação; há casos de compradores tradicionais que nunca tinham cogitado o serviço e agora passaram a ser clientes também nesse quesito”, conta.

ÔNIBUS

Para o mercado de ônibus, a Mercedes-Benz também projeta o mesmo número da Anfavea e espera que o mercado passe de 20 mil para 23 mil. Leoncini lembra que o desempenho deste mercado também dobrou as vendas nos últimos dois anos. Em 2019, o segmento, que cresceu 43% sobre o ano anterior, registrou aumento dos volumes em todas as categorias, menos em ônibus de fretamento. Os urbanos e os rodoviários continuaram como os carros-chefe das vendas em 2019 e a Mercedes comemora porque também liderou o mercado de chassis de ônibus, com 54% ou 11,1 mil unidades.

Embora espere aumento das vendas para o ano, Leoncini admite que 2020 será um ano curto para o segmento, principalmente para a categoria de ônibus urbanos, por ser ano de eleições municipais.

“Estamos otimistas com o mercado, tanto para caminhões quanto para ônibus, e por causa disso vamos investir fortemente em inovações”, ressalta. O executivo reforça que para este ano, a empresa deverá lançar três novos veículos, entre caminhões e ônibus.

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