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Maioria dos paulistanos gasta até duas horas no trajeto para o trabalho

Data: 07-02-2020
Autoria: Redação Portogente
Fonte: Portogente

Segundo a pesquisa “Viver em São Paulo: Mobilidade Urbana”, publicada em setembro de 2019, uma pessoa gasta, em média, 1 hora e 47 minutos por dia no deslocamento até sua atividade principal na capital paulista. O levantamento revela que o problema dos deslocamentos nas grandes cidades – apesar de tão discutido – ainda é um drama real na rotina da população e mostra que o desafio da mobilidade também afeta as empresas, que, geralmente, são o destino final. Na prática, as estatísticas deixam claro que os custos de uma cidade travada são de todos: usuários, poder público e setor produtivo.

Os dados trazidos pela Rede Nossa São Paulo em parceria com o Ibope Inteligência e com apoio do MobCidades revelam que 58% dos entrevistados demoram até duas horas no trajeto diário de suas principais atividades. As pessoas que fazem esse deslocamento de ônibus gastam, em média, 2 horas e 27 minutos, enquanto as que o fazem de carro demoram cerca de 2 horas e 33 minutos.

O problema da mobilidade, além de afetar a saúde física e mental das pessoas, impede a população de se apropriar da cidade, afasta investimentos e prejudica as empresas, que recebem os funcionários já cansados e, muitas vezes, atrasados. É nesse contexto que o Bynd surge como uma solução diferenciada. A startup de caronas oferece uma plataforma focada nas empresas, que permite o compartilhamento de trajetos em uma rede fechada, visando a ocupação dos assentos vagos nos carros dos colaboradores.

O aplicativo aprende com a rotina dos usuários para sugerir caronas e tem um filtro exclusivo para mulheres, tendo como princípio a segurança. O CEO do Bynd, Gustavo Gracitelli, afirma que o desafio da mobilidade é grande demais para o poder público dar conta sozinho. É por isso que ele acredita que iniciativas como o Bynd, que compartilham a solução com a sociedade, têm grande potencial de transformação.

“Se o problema afeta a todos é inteligente que os diferentes setores busquem formas de resolvê-lo. O Bynd se propõe a enfrentar esse desafio junto às empresas porque ele é um gargalo no setor produtivo. Estamos falando de gastos excessivos com combustível e estacionamento, além de atrasos e estresse dos colaboradores, o que pesa na produtividade. Ao oferecer a plataforma do Bynd como benefício aos funcionários, as companhias estão pensando em seu próprio negócio, mas também contribuindo significativamente para toda a cidade e para o meio ambiente”, afirma o executivo.

A startup estima que, ao utilizar a solução do Bynd, uma empresa com mil colaboradores consegue economizar até R$ 173 mil por ano com transporte e estacionamento. Para incentivar a utilização por parte dos colaboradores, o aplicativo conta com uma forte estratégia de gamificação por meio da distribuição de pontos Multiplus (Latam Pass), tanto para os motoristas, como para quem pega carona.

Para Gustavo, as pessoas estão ávidas por alternativas de mobilidade e dispostas a fazer mudanças em sua rotina para melhorar o deslocamento. A pesquisa da Rede Nossa São Paulo confirma isso, uma vez que cerca de 8 em cada 10 usuários frequentes de carro indicaram ter uma predisposição em deixar de usá-lo, caso haja uma boa alternativa.

“O transporte público poderia ser essa alternativa, mas depende de investimento do governo, que é muito mais lento. O Bynd é uma solução para agora e traz muitas vantagens tanto para os usuários quanto para as empresas. A carona ainda é um conceito em construção no Brasil, mas é um modelo vitorioso. Vivemos a era do compartilhamento e não da posse, então as pessoas estão muito mais dispostas a aderirem a carona na sua rotina, principalmente quando significa mais qualidade de vida e menos tempo trânsito”, finaliza.

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