Cada vez mais as grandes varejistas têm ampliado o leque de produtos oferecidos. Já é possível comprar de tudo, ou quase tudo, sem precisar sair de casa. Mas é preciso cuidado

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Gigantes do varejo on-line vendem eletros usados, arroz e até macarrão

Data: 19-03-2020
Autoria: Giordany Bozzato
Fonte: A Gazeta

Num mesmo “lugar” você consegue comprar roupas, calçados, materiais esportivos, livros, celulares, eletrodomésticos novos e usados, além de arroz, macarrão e outros produtos alimentícios. Tal lugar não é um shopping, ou uma grande loja em uma avenida movimentada, mas sim um ambiente virtual no qual o consumidor consegue encontrar tudo, ou quase tudo que precisa – e até o que não precisa.

Neste dia 15 de março é comemorado o Dia do Consumidor, e as formas de consumo têm evoluído a cada dia, se tornando mais tecnológicas. Cada vez mais, as grandes varejistas têm ampliado o leque de produtos oferecidos aos consumidores. Os exemplos são vários: Amazon, Lojas Americanas, Magazine Luiza, Submarino, Ponto Frio, Casas Bahia, entre outros. Nos sites de todas essas empresas o consumidor consegue fazer as compras e receber os produtos em casa.

De acordo com o professor de Marketing da Fucape Emerson Mainardes, o mix de produtos oferecidos no ambiente virtual das varejistas aumentou porque os clientes transferiram para a internet aquele famoso ato de “dar uma olhadinha” nas vitrines das lojas de rua.

As mudanças na forma de compra dos consumidores têm provocado alterações também nas empresas que ofertam os produtos. Mainardes destaca que as varejistas vêm terceirizando as vendas. “As grandes empresas acabam pagando outros fornecedores para vender o produto que está no site. Isso abriu um leque de opções de compra inacreditável”, acrescenta.

Se por um lado a terceirização das vendas aumentou a possibilidade de se encontrar um produto no ambiente virtual, por outro, ela elevou o risco de que o consumidor compre algo fora dos padrões esperados – próximos demais do vencimento, ou com algum defeito, por exemplo.

“Uma fraude muito comum no universo de quem é adepto das compras virtuais está relacionada à clonagem de sites idênticos aos das lojas oficiais. Os fraudadores capturam os dados do cartão de crédito, números dos documentos e senhas do consumidor no momento em que pensa estar realizando a sua compra”, adverte Athayde.

DISTÂNCIA E PRAZO DE ENTREGA AINDA SÃO PROBLEMAS

Apesar de oferecer a facilidade de encontrar tudo num só lugar e de, geralmente, ofertar aos consumidores preços melhores do que o das lojas físicas, as lojas virtuais ainda contam com certos “freios” que impedem um aumento maior das vendas.

O professor de Marketing da Fucape Emerson Mainardes cita três exemplos: o distanciamento entre produto e consumidor, e o prazo para a entrega dos objetos vendidos.

“Pela internet a pessoa não consegue pegar o objeto que vai comprar, não consegue provar – então há esse distanciamento que atrapalha. Além disso, o prazo de entrega é outro impedimento, sobretudo quando se aproximam datas comemorativas, ou grandes promoções”, lembra o professor de Marketing.

A resolução desses problemas, porém, não significa que o comércio on-line vai acabar com o comércio físico ou as lojas de rua.

“O comércio pela internet não tem limite, mas isso não quer dizer que será o fim do comércio físico – ele deverá, cada vez mais a ter ares de entretenimento e não de consumo unicamente”, conclui Mainardes.

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