A aceleração do comércio varejista ajuda a explicar o dinamismo da economia paulistana e da economia paulista.

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Fevereiro registra crescimento no varejo paulista

Data: 10-03-2020
Autoria: Imprensa Mercado & Consumo
Fonte: Mercado & Consumo

O carnaval ajudou as vendas do varejo da cidade de São Paulo a registrarem, em fevereiro, um crescimento de 2,2% em relação a igual mês do ano passado, segundo o balanço mensal elaborado pelos economistas da Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

Enquanto as vendas a prazo cresceram 2,8% reais no período, influenciadas por juros menos elevados, as vendas à vista avançaram apenas 1,6%.

Entre janeiro e fevereiro, no entanto, houve queda de 4,1% nas vendas do comércio paulistano, o que o economista Emilio Alfieri, da ACSP, atribui ao fato de que janeiro teve dois dias úteis mais do que fevereiro.

“O resultado veio dentro do esperado para o mês”, notou Alfieri. “O carnaval costuma aquecer as vendas em bares e restaurantes, mas não tem grande impacto na comercialização das lojas em geral.”

No primeiro bimestre, as vendas do varejo paulistano cresceram 2,9% em relação a igual período de 2019 e, nos últimos 12 meses, a alta foi de 2,5%.

Os dados são positivos, mas pouco expressivos quando comparados com os de outros períodos de retomada da economia.

Como observou o economista da ACSP, “para o varejo avançar mais, seria importante uma melhora na qualidade do emprego e o aumento da renda”.

A aceleração do comércio varejista ajuda a explicar o dinamismo da economia paulistana e da economia paulista.

O número de empregados dos setores de comércio varejista, atacado e de serviços em geral do Estado de São Paulo supera os 10,2 milhões, segundo a FecomercioSP.

Num momento em que a indústria demora a reagir e em que as exportações são insatisfatórias, a força da economia depende em alto grau do segmento de serviços e, em especial, do comércio – que, neste momento, promove liquidações sazonais.

Os indicadores há pouco divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que os serviços, que incluem o comércio, contribuíram com R$ 1,22 trilhão para o Produto Interno Bruto (PIB) do quarto trimestre de 2019 e com R$ 4,59 trilhões para o PIB de 2019, que atingiu R$ 7,3 trilhões.

O crescimento do consumo das famílias foi de 1,8% em 2019, sendo decisivo para o aumento do PIB de 1,1% no ano.

Dadas as dificuldades globais, os serviços em geral e o varejo, em particular, serão relevantes para o estado da economia brasileira.

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