Objetivo da associação é conectar 13 milhões de hectares até o fim de 2021
X_noticia_31356

ConectarAgro integra 5,1 milhões de hectares à internet em um ano

Data: 02-07-2020
Autoria: Pedro Kutney
Fonte: Automotive Business

Pouco mais de um ano após a formação da parceria de oito empresas que se uniram para levar conectividade às regiões agrícolas brasileiras, o consórcio ConectarAgro foi transformado em uma associação, que deverá agregar novos associados, e apresentou os primeiros resultados da iniciativa. Até agora, o ConectarAgro integrou à internet área total de 5,1 milhões de hectares, o equivalente a 8% da área agrícola no Brasil, que foram conectados por sistema de telefonia celular 4G de 700 MHz, trazendo para a rede mundial 575 mil pessoas de 50 mil propriedades rurais, 90% delas com menos de 100 hectares, localizadas em 218 municípios de oito estados, que envolvem a conexão de mais de 24 mil km de vias, entre estradas asfaltadas e de terra.

Até o fim de 2021 o objetivo do ConectarAgro é integrar o total de 13 milhões de hectares de área conectada, o que trará mais eficiência às operações do agronegócio, por meio da conexão cruzada de pessoas, máquinas agrícolas, drones, sensores no campo e animais. É o que especialistas chamam de “agricultura 4.0”, em alusão aos sistemas da indústria 4.0, que operam máquinas conectadas entre si.

“A conectividade é fundamental para a digitalização do agronegócio brasileiro com enormes ganhos de eficiência em todos os processos. O ConectarAgro nasceu com o objetivo de acelerar a conexão entre máquinas e pessoas no campo. O tempo foi curto, mas os primeiros resultados comprovam o sucesso dessa iniciativa”, avalia Alexandre Dal Forno, chefe de marketing corporativo e IoT da TIM Brasil, uma das empresas parceiras da associação.

O ConectarAgro tem até o momento oito empresas associadas, sendo duas do setor de telecomunicações – Tim e Nokia – e seis ligadas diretamente ao agronegócio: CNH Industrial (fabricante das máquinas agrícolas New Holland e Case), AGCO (Massey-Ferguson, Valtra e Fendt), Climate FieldView (plataforma de agricultura digital da Bayer que fornece sistemas de monitoramento de plantações), Jacto (pulverizadores e colheitadeiras de café), Solinftec (sistemas digitais de monitoramento e gestão agrícola) e Trimble (monitores e instrumentos conectados para plantações e maquinário).

Na quarta-feira, 1º, o consórcio foi oficialmente transformado em uma associação e Gregory Riordan, diretor de tecnologias digitais da CNH Industrial na América do Sul (marcas Case, New Holland, Iveco e FPT Industrial), foi indicado o primeiro presidente da entidade. “Com isso vamos crescer mais rápido, agregar mais empresas (segundo ele já existem mais de 35 interessadas) e levar a conectividade para todo o território nacional. Assim vamos conectar não só o agronegócio, mas todas as pessoas ao redor”, destaca Riordan.

Os benefícios do aumento da conectividade não se limitam a tornar o agronegócio mais eficiente, mas levam desenvolvimento ao interior do País, com a conexão de escolas, por exemplo, e programas de educação e formação profissional à distância. Outra vantagem é o monitoramento on-line de toda a cadeia de produção, incluindo os caminhões que transportam a produção agrícola aos mercados de consumo ou aos portos de exportação, que poderão ser rastreados pelos produtores a qualquer tempo.

Para os membros do ConectarAgro, a pandemia de coronavírus poderá em um primeiro momento atrasar a expansão do sistema de conectividade, mas a avaliação é que logo depois deverá acontecer um expressivo aumento de demanda, gerado pela natureza da epidemia, que levou ao distanciamento social para mitigar o contágio pela Covid-19, o que elevou a procura e a importância dos meios de comunicação digitais.

CONEXÃO ACESSÍVEL, CUSTO BAIXO, EXPANSÃO RÁPIDA


O conceito do ConectarAgro foi pensado para oferecer conexão acessível, a custo baixo, que leva todo o sistema a uma rápida expansão, com aumento de escala pelo uso – e não por imposição. Por isso toda a conexão está sendo feita por telefonia 4G de 700 MHz, já amplamente disponível no País todo e capaz de cobrir grandes áreas com velocidade de transmissão de dados em torno de 220 MB por segundo – suficiente para operar tratores autônomos, por exemplo.

“É uma tecnologia aberta e isso vai permitir o rápido salto da conectividade”, destaca Ana Helena de Andrade, diretora de assuntos governamentais da AGCO América do Sul. Como a telefonia 4G cobre 90% do território da América do Sul, também está nos planos do ConectarAgro a expansão da iniciativa para países da região, Argentina à frente.

O custo de implantação do sistema é baixo, calculado na média do preço de meia saca de soja por hectare, mas pode cair para até um quarto de saca se região for mais plana ou se a propriedade já tiver uma torre para instalação das antenas. O serviço é customizado, pode ser contratado por um só proprietário ou empresa ou por um a cooperativa. O investimento é feito apenas uma vez, não se repete a casa safra, e o retorno é rápido.

Cristiano Pontelli, gerente de negócios da linha de agricultura de precisão da Jacto, dá um exemplo de recuperação rápida do investimento em conectividade. Ele calcula que a conexão de pulverizadores pode evitar a sobreposição de pulverização em algumas áreas, o que representa economia de 3% a 5% em gastos que podem chegar a R$ 100 mil por safra. Rodando menos, as máquinas reduzem de 5% a 10% o consumo de combustível, acrescenta Pontelli.

Ana Helena de Andrade ressalta ainda que a conexão das máquinas pode evitar paradas desnecessárias, que reduzem a produtividade da colheita e geram gastos extras. Com o monitoramento constante da frota, as trocas de peças podem ser feitas de maneira preditiva, sem perda de tempo.

Objetivo da associação é conectar 13 milhões de hectares até o fim de 2021 X_noticia_31356

ConectarAgro integra 5,1 milhões de hectares à internet em um ano

Data: 02-07-2020Autoria: Pedro KutneyFonte: Automotive Business

Pouco mais de um ano após a formação da parceria de oito empresas que se uniram para levar conectividade às regiões agrícolas brasileiras, o consórcio ConectarAgro foi transformado em uma associação, que deverá agregar novos associados, e apresentou os primeiros resultados da iniciativa. Até agora, o ConectarAgro integrou à internet área total de 5,1 milhões de hectares, o equivalente a 8% da área agrícola no Brasil, que foram conectados por sistema de telefonia celular 4G de 700 MHz, trazendo para a rede mundial 575 mil pessoas de 50 mil propriedades rurais, 90% delas com menos de 100 hectares, localizadas em 218 municípios de oito estados, que envolvem a conexão de mais de 24 mil km de vias, entre estradas asfaltadas e de terra.

Até o fim de 2021 o objetivo do ConectarAgro é integrar o total de 13 milhões de hectares de área conectada, o que trará mais eficiência às operações do agronegócio, por meio da conexão cruzada de pessoas, máquinas agrícolas, drones, sensores no campo e animais. É o que especialistas chamam de “agricultura 4.0”, em alusão aos sistemas da indústria 4.0, que operam máquinas conectadas entre si.

“A conectividade é fundamental para a digitalização do agronegócio brasileiro com enormes ganhos de eficiência em todos os processos. O ConectarAgro nasceu com o objetivo de acelerar a conexão entre máquinas e pessoas no campo. O tempo foi curto, mas os primeiros resultados comprovam o sucesso dessa iniciativa”, avalia Alexandre Dal Forno, chefe de marketing corporativo e IoT da TIM Brasil, uma das empresas parceiras da associação.

O ConectarAgro tem até o momento oito empresas associadas, sendo duas do setor de telecomunicações – Tim e Nokia – e seis ligadas diretamente ao agronegócio: CNH Industrial (fabricante das máquinas agrícolas New Holland e Case), AGCO (Massey-Ferguson, Valtra e Fendt), Climate FieldView (plataforma de agricultura digital da Bayer que fornece sistemas de monitoramento de plantações), Jacto (pulverizadores e colheitadeiras de café), Solinftec (sistemas digitais de monitoramento e gestão agrícola) e Trimble (monitores e instrumentos conectados para plantações e maquinário).

Na quarta-feira, 1º, o consórcio foi oficialmente transformado em uma associação e Gregory Riordan, diretor de tecnologias digitais da CNH Industrial na América do Sul (marcas Case, New Holland, Iveco e FPT Industrial), foi indicado o primeiro presidente da entidade. “Com isso vamos crescer mais rápido, agregar mais empresas (segundo ele já existem mais de 35 interessadas) e levar a conectividade para todo o território nacional. Assim vamos conectar não só o agronegócio, mas todas as pessoas ao redor”, destaca Riordan.

Os benefícios do aumento da conectividade não se limitam a tornar o agronegócio mais eficiente, mas levam desenvolvimento ao interior do País, com a conexão de escolas, por exemplo, e programas de educação e formação profissional à distância. Outra vantagem é o monitoramento on-line de toda a cadeia de produção, incluindo os caminhões que transportam a produção agrícola aos mercados de consumo ou aos portos de exportação, que poderão ser rastreados pelos produtores a qualquer tempo.

Para os membros do ConectarAgro, a pandemia de coronavírus poderá em um primeiro momento atrasar a expansão do sistema de conectividade, mas a avaliação é que logo depois deverá acontecer um expressivo aumento de demanda, gerado pela natureza da epidemia, que levou ao distanciamento social para mitigar o contágio pela Covid-19, o que elevou a procura e a importância dos meios de comunicação digitais.

CONEXÃO ACESSÍVEL, CUSTO BAIXO, EXPANSÃO RÁPIDA


O conceito do ConectarAgro foi pensado para oferecer conexão acessível, a custo baixo, que leva todo o sistema a uma rápida expansão, com aumento de escala pelo uso – e não por imposição. Por isso toda a conexão está sendo feita por telefonia 4G de 700 MHz, já amplamente disponível no País todo e capaz de cobrir grandes áreas com velocidade de transmissão de dados em torno de 220 MB por segundo – suficiente para operar tratores autônomos, por exemplo.

“É uma tecnologia aberta e isso vai permitir o rápido salto da conectividade”, destaca Ana Helena de Andrade, diretora de assuntos governamentais da AGCO América do Sul. Como a telefonia 4G cobre 90% do território da América do Sul, também está nos planos do ConectarAgro a expansão da iniciativa para países da região, Argentina à frente.

O custo de implantação do sistema é baixo, calculado na média do preço de meia saca de soja por hectare, mas pode cair para até um quarto de saca se região for mais plana ou se a propriedade já tiver uma torre para instalação das antenas. O serviço é customizado, pode ser contratado por um só proprietário ou empresa ou por um a cooperativa. O investimento é feito apenas uma vez, não se repete a casa safra, e o retorno é rápido.

Cristiano Pontelli, gerente de negócios da linha de agricultura de precisão da Jacto, dá um exemplo de recuperação rápida do investimento em conectividade. Ele calcula que a conexão de pulverizadores pode evitar a sobreposição de pulverização em algumas áreas, o que representa economia de 3% a 5% em gastos que podem chegar a R$ 100 mil por safra. Rodando menos, as máquinas reduzem de 5% a 10% o consumo de combustível, acrescenta Pontelli.

Ana Helena de Andrade ressalta ainda que a conexão das máquinas pode evitar paradas desnecessárias, que reduzem a produtividade da colheita e geram gastos extras. Com o monitoramento constante da frota, as trocas de peças podem ser feitas de maneira preditiva, sem perda de tempo.

[su_post field="post_excerpt"] X_noticia_31356 [xyz-ips snippet="Post-Title"]Data: [su_meta key="data"]Autoria: [su_meta key="jornalista"]Fonte: [su_meta key="fonte"]

Pouco mais de um ano após a formação da parceria de oito empresas que se uniram para levar conectividade às regiões agrícolas brasileiras, o consórcio ConectarAgro foi transformado em uma associação, que deverá agregar novos associados, e apresentou os primeiros resultados da iniciativa. Até agora, o ConectarAgro integrou à internet área total de 5,1 milhões de hectares, o equivalente a 8% da área agrícola no Brasil, que foram conectados por sistema de telefonia celular 4G de 700 MHz, trazendo para a rede mundial 575 mil pessoas de 50 mil propriedades rurais, 90% delas com menos de 100 hectares, localizadas em 218 municípios de oito estados, que envolvem a conexão de mais de 24 mil km de vias, entre estradas asfaltadas e de terra.

Até o fim de 2021 o objetivo do ConectarAgro é integrar o total de 13 milhões de hectares de área conectada, o que trará mais eficiência às operações do agronegócio, por meio da conexão cruzada de pessoas, máquinas agrícolas, drones, sensores no campo e animais. É o que especialistas chamam de “agricultura 4.0”, em alusão aos sistemas da indústria 4.0, que operam máquinas conectadas entre si.

“A conectividade é fundamental para a digitalização do agronegócio brasileiro com enormes ganhos de eficiência em todos os processos. O ConectarAgro nasceu com o objetivo de acelerar a conexão entre máquinas e pessoas no campo. O tempo foi curto, mas os primeiros resultados comprovam o sucesso dessa iniciativa”, avalia Alexandre Dal Forno, chefe de marketing corporativo e IoT da TIM Brasil, uma das empresas parceiras da associação.

O ConectarAgro tem até o momento oito empresas associadas, sendo duas do setor de telecomunicações – Tim e Nokia – e seis ligadas diretamente ao agronegócio: CNH Industrial (fabricante das máquinas agrícolas New Holland e Case), AGCO (Massey-Ferguson, Valtra e Fendt), Climate FieldView (plataforma de agricultura digital da Bayer que fornece sistemas de monitoramento de plantações), Jacto (pulverizadores e colheitadeiras de café), Solinftec (sistemas digitais de monitoramento e gestão agrícola) e Trimble (monitores e instrumentos conectados para plantações e maquinário).

Na quarta-feira, 1º, o consórcio foi oficialmente transformado em uma associação e Gregory Riordan, diretor de tecnologias digitais da CNH Industrial na América do Sul (marcas Case, New Holland, Iveco e FPT Industrial), foi indicado o primeiro presidente da entidade. “Com isso vamos crescer mais rápido, agregar mais empresas (segundo ele já existem mais de 35 interessadas) e levar a conectividade para todo o território nacional. Assim vamos conectar não só o agronegócio, mas todas as pessoas ao redor”, destaca Riordan.

Os benefícios do aumento da conectividade não se limitam a tornar o agronegócio mais eficiente, mas levam desenvolvimento ao interior do País, com a conexão de escolas, por exemplo, e programas de educação e formação profissional à distância. Outra vantagem é o monitoramento on-line de toda a cadeia de produção, incluindo os caminhões que transportam a produção agrícola aos mercados de consumo ou aos portos de exportação, que poderão ser rastreados pelos produtores a qualquer tempo.

Para os membros do ConectarAgro, a pandemia de coronavírus poderá em um primeiro momento atrasar a expansão do sistema de conectividade, mas a avaliação é que logo depois deverá acontecer um expressivo aumento de demanda, gerado pela natureza da epidemia, que levou ao distanciamento social para mitigar o contágio pela Covid-19, o que elevou a procura e a importância dos meios de comunicação digitais.

CONEXÃO ACESSÍVEL, CUSTO BAIXO, EXPANSÃO RÁPIDA


O conceito do ConectarAgro foi pensado para oferecer conexão acessível, a custo baixo, que leva todo o sistema a uma rápida expansão, com aumento de escala pelo uso – e não por imposição. Por isso toda a conexão está sendo feita por telefonia 4G de 700 MHz, já amplamente disponível no País todo e capaz de cobrir grandes áreas com velocidade de transmissão de dados em torno de 220 MB por segundo – suficiente para operar tratores autônomos, por exemplo.

“É uma tecnologia aberta e isso vai permitir o rápido salto da conectividade”, destaca Ana Helena de Andrade, diretora de assuntos governamentais da AGCO América do Sul. Como a telefonia 4G cobre 90% do território da América do Sul, também está nos planos do ConectarAgro a expansão da iniciativa para países da região, Argentina à frente.

O custo de implantação do sistema é baixo, calculado na média do preço de meia saca de soja por hectare, mas pode cair para até um quarto de saca se região for mais plana ou se a propriedade já tiver uma torre para instalação das antenas. O serviço é customizado, pode ser contratado por um só proprietário ou empresa ou por um a cooperativa. O investimento é feito apenas uma vez, não se repete a casa safra, e o retorno é rápido.

Cristiano Pontelli, gerente de negócios da linha de agricultura de precisão da Jacto, dá um exemplo de recuperação rápida do investimento em conectividade. Ele calcula que a conexão de pulverizadores pode evitar a sobreposição de pulverização em algumas áreas, o que representa economia de 3% a 5% em gastos que podem chegar a R$ 100 mil por safra. Rodando menos, as máquinas reduzem de 5% a 10% o consumo de combustível, acrescenta Pontelli.

Ana Helena de Andrade ressalta ainda que a conexão das máquinas pode evitar paradas desnecessárias, que reduzem a produtividade da colheita e geram gastos extras. Com o monitoramento constante da frota, as trocas de peças podem ser feitas de maneira preditiva, sem perda de tempo.

[su_post field="post_content"]

notícias agronegócio

Artigos

Notícias do Mercado

notícias agronegócio

Artigos

Notícias do Mercado

notícias agronegócio

Artigos

Notícias do Mercado