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Quinta-feira, 07 de Dezembro de 2017 | Automotive Business
Vendas de veículos vão crescer dois dígitos em 2018
Giovanna Riato

A reversão da queda nas vendas de veículos se consolidou ao longo de 2017 e deve ganhar força no próximo ano. Ao menos é esta a expectativa da Anfavea, associação que representa as montadoras instaladas no Brasil. “Devemos crescer ao ritmo de dois dígitos em 2018”, declarou Antonio Megale, presidente da entidade, em coletiva de imprensa na quarta-feira, 6. Segundo o executivo, a organização ainda trabalha para desenhar as projeções, que serão anunciadas oficialmente no começo de janeiro.



Para embasar a perspectiva otimista, o dirigente cita a expectativa de crescimento do PIB de 2,5% a 3,5% no ano que vem. “A instabilidade política ainda não se resolveu e é algo que pode persistir por mais algum tempo, mas os negócios se descolaram destas questões nos últimos meses”, enumera. Megale percebe ainda espaço para a ampliação do acesso ao crédito, o que atrairia mais consumidores. “Os bancos ainda estão receosos. Apenas 52% das vendas são fechadas com contratos de financiamento”, o porcentual é bem mais baixo do que o registrado tradicionalmente, acima de 60%.

CRESCIMENTO DE 9% EM 2017

“Felizmente erramos para menos a nossa projeção para 2017”, aponta Megale, destacando que a Anfavea previa alta de 7,3% nos emplacamentos, para 2,2 milhões de veículos, entre leves e pesados. No começo do ano a expectativa da organização era ainda mais modesta, de alta de 4%. Agora a entidade entende que o resultado será maior, com crescimento da ordem de 9% na comparação com o ano passado.

“Em novembro a média diária de licenciamentos alcançou o maior patamar desde 2014, com mais de 10 mil emplacamentos/dia. No começo do ano este número era de pouco mais de 6 mil carros/dia”, conta. Nos 11 meses do ano o mercado brasileiro consumiu 2,02 milhões de veículos, com aumento de 9,8% sobre janeiro a novembro de 2016. A alta foi puxada pelo segmento de veículos leves, que cresceu 10,1% enquanto as vendas de caminhões caíram 0,5% e as de ônibus tiveram sutil evolução de 0,4%.

Os dados isolados de novembro indicam estabilidade na comparação com outubro, com discreta alta de 0,7%, para 204,2 mil veículos. O volume é, no entanto, 14,6% superior ao anotado em novembro de 2016.

Nos últimos momentos de vigência do Inovar-Auto, que restringe a importação de veículos, a participação no mercado nacional de carros produzidos em outros países alcançou o patamar mais baixo dos últimos anos, de apenas 10,8% ao longo do ano.

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