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Terça-feira, 08 de Janeiro de 2019 | Portal Novidade
Varejo: Setor vê otimismo para próximo ano, mas vigor só deve vir em 2020
Redação Portal Novidade

As definições com relação ao novo governo, com as diretrizes da nova equipe econômica, e o otimismo dos consumidores reforçam a expectativa dos empresários do setor varejista para o próximo ano. Os indicadores observados no segundo semestre do ano, em especial com relação a eventos como Black Friday, além do desempenho do próprio comércio apurado pelo IBGE na comparação com 2017, faz com que a expectativa seja positiva para 2019. Porém, o crescimento robusto só virá a partir de 2020.



“Há um otimismo em relação ao próximo ano. Esperamos que com as mudanças políticas as famílias se sintam mais confortáveis no consumo”, avalia Clóvis Sousa, fundador da floricultura Giuliana Flores. O empresário afirma que ao avaliar o comportamento do consumidor no ano de 2018, principalmente neste final de segundo semestre, é possível ver otimismo para o próximo ano. Com o aumento da confiança do consumidor na economia, os gastos das famílias devem gerar retornos positivos para os varejistas, segundo Sousa.

De acordo com a Fundação Getulio Vargas (FGV), a confiança do consumidor avançou para o maior nível desde julho de 2014. O índice medido pela instituição subiu 7,1 pontos em novembro, atingindo 93,2 pontos. É o segundo avanço mensal seguido do índice, que acumulou alta de 11,1 pontos no bimestre outubro/novembro, a maior da série histórica iniciada em setembro de 2005.

O empresário diz, porém, que ainda seguirá com cautela para o próximo ano. “Apesar de não acreditar que em 2019 seja possível um crescimento exponencial, considero que teremos números positivos em relação ao ano de 2018, e que será um ano de retomada e rumo a um crescimento mais significativo a partir de 2020”, diz o fundador da Giuliana Flores. Hoje com duas lojas físicas e 22 quiosques, o plano é continuar a expansão em 2019.

Os dados da última Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) divulgada na última semana pelo IBGE mostraram um ritmo ainda lento de recuperação. O comércio varejista nacional variou -0,4% em outubro comparado a setembro, na série com ajuste sazonal. A média móvel trimestral ficou estável em 0,1%. Na série sem ajuste sazonal, frente a outubro de 2017, o comércio varejista cresceu 1,9%. O acumulado no ano subiu 2,2% e o nos últimos 12 meses ficou praticamente estável, ao passar de 2,8% em setembro para 2,7% em outubro.

Na visão de Walter Sabini Junior, do grupo de investimento HiPartners Capital & Work, voltado para o varejo, e sócio-fundador da FX Retail Analytics, este ano trazia uma expectativa que não foi correspondida. “Todos acreditavam que 2018 seria um ano melhor, mas não foi. Muitos enxugaram operações e fizeram contas miúdas”, afirma. O empresário acredita, porém, que as definições políticas trarão novo fôlego daqui para frente. “2019 promete ser um ano de muito investimento, fusões e aquisições, tanto oriundas do mercado interno, quanto externo”, avalia o empresário.

Sabini Junior aponta, porém, o desempenho do varejo na Black Friday, em especial no varejo físico. A partir da medição feita pela FX Retail Analytics em conjunto com a Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), o fluxo nos centros de compras no País na data foi 4,5% superior ao do mesmo período de 2017, e 79% a mais do que um final de semana normal de outubro. “Ou seja, isso certamente é um indicador que já estimula o otimismo do varejista”, aponta.

Quem também acredita que o próximo será importante para pavimentar o caminho de retomada do varejo é Henrique Carbonell, sócio-fundador da plataforma Finanças 360º, especializada em gestão financeira para franqueados e pequenos varejistas. “O governo tem papel fundamental para que o otimismo perdure. É importante que se avance com a reforma da previdência e no corte de gastos”, afirma. Outra reforma que será preciso avançar é a tributária”, complementa.

O empresário, que também é franqueado de lojas do O Boticário, entende que, a despeito dos entraves observados em 2018, como a greve dos caminhoneiros, deve ocorrer uma retomada dos investimentos em 2019. “Nas conversas com lojistas e demais empresários do setor, está claro o otimismo e apetite por novos investimentos. Todos estão esperando resultados positivos para 2019”, diz Carbonell.

No mercado de capitais, as ações das empresas varejistas obtiveram os melhores resultados dentre as empresas listadas no Ibovespa no ano. Destaque para Magazine Luiza e B2W (dona do Submarino e da Americanas.com). Resultado da expansão do comércio eletrônico e da entrega de resultados financeiros acima do esperado pelo mercado. De acordo com a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), o setor deve fechar 2018 com um crescimento de 15% ante o ano anterior, com R$ 68,8 bilhões em faturamento.

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