O setor de franquias cresceu e atingiu R$ 37,6 bilhões no segundo trimestre deste ano, um total de 6,8% a mais do que em relação ao mesmo período do ano passado. Os dados são da Associação Brasileira de Franchising que prevê ainda melhorias para o setor até o fim do ano.

A entidade comemorou o crescimento. Vanessa Bretas, gerente de inteligência de mercado da ABF, afirma que o momento é positivo. “O setor teve um crescimento moderado em termos históricos, mas positivo considerando todo o momento que vimos e sinaliza o que estávamos esperando para 2017”, disse.


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No consolidado do primeiro semestre, o setor de franquias cresceu 8% em relação ao mesmo período de 2016 e fechou os primeiros seis meses do ano com R$ 74,4 bilhões.

“O setor acompanha o movimento do País, com um segundo trimestre produtivo devido a, principalmente, queda da inflação”, explicou Altino Cristofoletti, presidente da ABF.

Por segmento

O segundo trimestre foi marcado pela estabilização. A expansão foi moderada, com redes investindo no aumento de vendas nas lojas que já possuem.

Os segmentos de hotelaria, entretenimento e lazer, além de saúde, beleza e bem estar são os que mais se destacaram apresentado recuperação em relação a 2016, impulsionado principalmente pelo bom resultado do primeiro trimestre do ano.

“Para o setor de saúde, beleza e bem estar o faturamento foi expressivo, houve uma retração no número de franquias e começou a apostar em outros canais como porta-porta e vendas diretas”, explicou Bretas.

Tendências

O movimento de interiorização das franquias, expandindo-se para cidades menores que cresceu nos últimos anos, devem permanecer nos próximos meses. As regiões Nordeste, Centro-Oeste e Norte serão as mais afetadas nessa expansão, enquanto a região Sudeste deve se estabilizar.

A forte onda de profissionalização oferecida pelas redes fortaleceu os conhecimentos em gestão dos franqueados que começaram a inaugurar outras unidades. Os multifranqueados são características do amadurecimento do mercado e devem crescer, assim como os fraqueados multimarcas.

Outra característica do amadurecimento do setor que deve aumentar nos próximos meses é a saída de marcas do mercado brasileiro. Segundo Cristofoletti, a diminuição de marcas é comum em mercados consolidados e deve se estabelecer em 2018.