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Terça-feira, 15 de Maio de 2018 | Automotive Business
Produção de motos cresce 17,6% no quadrimestre
Mário Curcio

A produção de motos no primeiro quadrimestre atingiu 347,9 mil unidades e registrou importante alta de 17,6% sobre o mesmo período do ano passado. Este é o melhor resultado para o período desde 2015. Os dados são da Abraciclo, entidade que reúne os fabricantes do setor instalados em Manaus.

O crescimento da produção no período ocorreu para a maioria das montadoras. Sozinha, a líder Honda fabricou 285,5 mil, 16,1% a mais que no mesmo período do ano passado. A Yamaha anotou alta de 23,8%, a BMW, 62%, e a Harley-Davidson, 64%.

O crescimento na produção ocorreu até mesmo entre as marcas que registraram queda no varejo, o que indica confiança no mercado para os próximos meses. Os emplacamentos da Dafra, por exemplo, recuaram 51,2% em relação ao primeiro quadrimestre de 2017, mas sua produção cresceu 21,1% no período.

Os licenciamentos de Suzuki caíram 37%, mas sua produção subiu 16,3%. Kawasaki e Ducati também venderam menos no varejo, mas produziram mais. Os números mostram que as linhas de montagem trabalharam mais aceleradas neste começo de ano em diferentes fabricantes e segmentos.

Vale dizer também que os modelos com cilindrada acima de 450 cc voltaram a mostrar vigor desde setembro de 2017.

“Quatro meses consecutivos de bons resultados fazem com que a indústria caminhe para um crescimento sustentável”, afirma Marcos Fermanian, presidente da Abraciclo.

ATACADO E EXPORTAÇÕES

As vendas no atacado (das indústrias para suas concessionárias) atingiu de janeiro a abril 312,5 mil motos e cresceu 12,8% sobre igual período do ano passado. Essa alta é pouco maior que os 9,2% registrados nos emplacamentos e confirma a expectativa positiva do setor. A Abraciclo deve revisar suas projeções em algumas semanas para uma alta no mercado interno superior a 10%.

As exportações até abril somaram 30 mil motos e crescimento de 41,2% na comparação interanual. Até o fim do ano a Abraciclo previa 85 mil unidades enviadas ao exterior e crescimento próximo a 4% sobre 2017, mas, assim como ocorre com outros segmentos da indústria, a Argentina também é o principal destino das motos brasileiras e poderá comprometer o desempenho das exportações.

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