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Sexta-feira, 11 de Agosto de 2017 | Automotive Business
Produção de motos anota alta de 42% em julho
Mário Curcio

A produção de motos em julho somou 71,6 mil unidades e registrou alta de 42% sobre junho. No acumulado do ano, porém, as 495,3 mil unidades fabricadas em Manaus resultaram em queda de 8,2% ante o mesmo período de 2016.

As vendas no atacado (das fábricas às concessionárias) tiveram comportamento semelhante. Com 64,8 mil unidades em julho houve crescimento de 13,2% sobre junho, mas as 467,1 mil motos repassadas à rede anotaram queda de 10,8% ante os mesmos sete meses de 2016.

Os números do setor continuam semelhantes aos de 15 anos atrás e foram divulgados pela Abraciclo, entidade que reúne fabricantes de motos instaladas em Manaus.



As altas em produção e vendas em julho refletem a renovação de algumas linhas, como a CG 160, a mais vendida do País, e também a reposição de estoques. Algumas fábricas de Manaus enfrentam um momento bastante crítico. A Indian não produz nenhuma moto desde maio. A Dafra montou apenas 316 unidades em julho na soma dos próprios modelos mais KTM – marca representada por ela no Brasil.

A JToledo Suzuki fabricou em julho somente 322 motocicletas, divididas entre dois modelos de alta cilindrada. Oficialmente foi seu pior mês do ano em produção, mas isso ocorre porque a empresa substituiu parte dos modelos Suzuki de baixa cilindrada por outros das marcas Haojue e Kymco. Essas motos também são produzidas debaixo do teto da Suzuki, mas sob a responsabilidade da empresa JTZ, por isso não aparecem nas tabelas da Abraciclo.

O emplacamento de cerca de 800 dessas motos consta do site da Fenabrave, a entidade que reúne as associações de concessionários, e leva a acreditar que pelo menos mil delas já foram montadas em Manaus desde a metade do primeiro semestre.

EXPORTAÇÃO ABAIXO DA META

Os embarques no acumulado do ano somaram 40,8 mil motos e estão 16,8% acima de igual período de 2016, mas nestes sete meses o País exportou menos da metade do que previa para o ano inteiro (93 mil unidades), basicamente porque as vendas à Argentina foram menores do que se esperava.

No início de julho o presidente da Abraciclo, Marcos Fermanian, admitiu a necessidade de revisão do número, mas isso ainda não ocorreu. Algo entre 75 mil e 80 mil parece mais razoável. É pouco, o equivalente a um mês de vendas internas.

QUEDA “REAL” NOS EMPLACAMENTOS

As motos zero-quilômetro lacradas no acumulado até julho, de acordo com a Fenabrave, somaram 497,6 mil unidades, o que leva a uma queda de 20,5% em relação ao mesmo período do ano passado, que teve 626,2 mil motocicletas emplacadas.

Para a Abraciclo, no entanto, essa queda é menor, de 8,5%, porque a entidade desconta os ciclomotores usados, mas licenciados como novos em 2016 por causa de uma mudança no código de trânsito.

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