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Quinta-feira, 09 de Agosto de 2018 | O Estado de Minas / Estadão Conteúdo
Presidente do BNDES diz que vai dividir riscos operacionais com bancos
Redação Estadão Conteúdo

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Desenvolvimento Social (BNDES), Dyogo Oliveira, disse nesta quarta-feira, 28, que o banco irá propor às instituições privadas a divisão dos riscos operacionais nas transações de repasse de linhas de crédito com recursos do banco de fomento.



Dyogo, que participa neste momento do 28º Congresso Fenabrave, ouviu reclamações dos distribuidores de veículos que participam do evento. Eles criticaram que nem todas as instituições da rede bancária estão operando as linhas de crédito do BNDES.

"Todos os bancos têm de operar as linhas do BNDES. Nós vamos dividir com eles os riscos operacionais das operações de crédito para incentivá-los a operar as linhas do BNDES", disse ele.

O presidente do BNDES, a exemplo do presidente Michel Temer na abertura do Congresso Fenabrave na terça-feira, fez um discurso focado na tentativa de mobilizar os empresários para que se mantenham otimistas em relação ao Brasil. Dyogo falou do atual cenário de juros e inflação baixa, o que propiciará espaço para a retomada do crescimento da economia e folga para o próximo presidente da República conduzir a economia.

"O que precisamos é dar continuidade às reformas. O único caminho para resolver o desequilíbrio fiscal é a reforma da Previdência", disse Dyogo, para quem qualquer que seja o presidente eleito para 2019 terá que fazer a reforma da Previdência.

Dentro do BNDES, Dyogo citou as transformações pelas quais o banco está passando. Disse que já cortou duas diretorias no banco e que vai eliminar mais 60 cargos.

Economia equilibrada

O presidente do BNDES afirmou que o próximo governo vai pegar uma economia equilibrada e pronta para crescer. Ele citou a baixa taxa e juro nominal da economia - a Selic encontra-se em 6,50% a ano - e a inflação que tem rodado abaixo do centro da meta nas leituras de 12 meses acumulados.

Além disso, disse o presidente do BNDES, a ociosidade da economia permitirá que o Produto Interno Bruto (PIB) volte a crescer sem que a economia sofra pressões inflacionárias. "O hiato do produto só fechará em 2023 se a economia crescer 3% ao ano, o que é factível", previu o presidente do banco de fomento.

Dyogo previu ainda que a inflação ficará nos atuais patamares porque não há motivos para alta generalizada de preços.

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