O percentual de famílias endividadas no País chegou a 62,2% e teve a quinta alta consecutiva em novembro de 2017. Em relação a outubro, o aumento foi de 0,4 ponto percentual.

As informações são da Peic, Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor, divulgada pela CNC,  Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo. O indicador sobre endividamento mede as famílias endividadas com o cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, empréstimo pessoal, prestação de carro e seguro.

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Houve um aumento de 0,6 ponto percentual em relação ao mesmo período do ano passado, quando o indicador alcançava 59,6% do total de famílias.

Faixas de renda

Para as famílias que ganham até dez salários mínimos, o percentual de famílias com dívidas alcançou 63,7% em novembro de 2017. Em novembro de 2016 foram 61,2%.

Para as famílias com renda acima de dez salários mínimos, o percentual de famílias endividadas passou de 54,6% em outubro de 2017 para 54,5% em novembro de 2017. Em novembro de 2016, o percentual de famílias com dívidas nesse grupo de renda era de 51,5%.

Inadimplentes

Apesar da alta do percentual de famílias endividadas, a proporção daquelas com dívidas ou contas em atraso diminuiu no último mês novembro passando de 26% em outubro para 25,8% das famílias em novembro.

A segunda queda mensal consecutiva do indicador acontece após ele ter alcançado o maior patamar do ano em setembro (26,5%). Na comparação com novembro de 2016, entretanto, houve alta de 1,4 ponto percentual.

A proporção de famílias que declararam não ter condições de pagar as suas contas ou dívidas em atraso e que, portanto, permaneceriam inadimplentes aumentou em relação ao ano passado, com 9,5% de crescimento. Na comparação mensal, de outubro a novembro, o percentual foi o mesmo, de 10,1% de endividados.

Nível e prazo de endividamento

A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor aponta estabilidade no percentual de famílias que se declararam muito endividadas, que permaneceu em 14,6% do total. Na comparação anual, a variação foi de apenas 0,1 ponto percentual.

Já o percentual de famílias pouco endividadas teve leve alta de 0,9 ponto percentual na comparação mensal: passou de 24,5% para 24,6% do total de entrevistados – o que também indica estabilidade. Em relação ao mesmo período do ano passado este aumento foi de 0,6 ponto percentual.

O tempo médio de atraso para o pagamento de dívidas foi de 64,2 dias em novembro deste ano, superior aos 63,3 dias de novembro de 2016. “Em média, o comprometimento com as dívidas das famílias foi de 7,1 meses, sendo que 32,3% das famílias possuem dívidas por mais de um ano. Entre aquelas endividadas, 23,8% afirmam ter mais da metade da sua renda mensal comprometida com o pagamento de dívidas”, apurou a pesquisa.

Segundo a CNC, para 76,9% das famílias que possuem dívidas, o cartão de crédito permanece como a principal forma de endividamento, seguido de carnês (16,7%) e financiamento de carro (10,4%).

A Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic Nacional) é apurada mensalmente pela CNC desde janeiro de 2010. Os dados são coletados em todas as capitais dos Estados e no Distrito Federal, com cerca de 18 mil consumidores.