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Sexta-feira, 22 de Junho de 2018 | Automotive Business
Mercedes-Benz vê crescimento de 15% nas vendas de vans e chassi-cabine
Sueli Reis

O mercado de veículos semileves, que abrange de 3,5 a 5 toneladas de PBT, como os caminhões chassi-cabine, furgões e vans de passageiros, deve crescer no mínimo 15% em 2018 na comparação com o volume total feito no ano passado, que foi de pouco mais de 17,2 mil unidades. A projeção é da Mercedes-Benz, que atua no segmento com o modelo Sprinter, disponível nas três opções, e com a van Vito, com as quais a empresa quer continuar na briga para manter a liderança: em 2017, a marca computou participação de 36,7% neste mercado.



Segundo o diretor de vendas e marketing de vans Mercedes-Benz, Jefferson Ferrarez, de janeiro a maio, a marca computou um aumento de 16% das vendas sobre igual período do ano passado, com 2,7 mil unidades, acima dos 9% que o mercado total fez no mesmo período, com o emplacamento de 7,5 mil veículos. O volume lhe garante uma fatia de 36%, dois pontos porcentuais acima do verificado há um ano.

“Isso nos traz mais confiança para continuar a brigar pela liderança”, comemora Ferrarez. “O segmento deve ter um crescimento de pelo menos 15% este ano. A demanda está maior, percebemos um volume maior de consultas nas concessionárias e até agora, só não entregamos mais por falta de produto e acredito que essa não é uma situação exclusiva da Mercedes-Benz, mas de todo o mercado que atua nesse segmento”, revela.

O executivo confirma que há uma fila de espera para este tipo de produto, que está cada vez mais customizado de acordo com a necessidade do cliente. Outros fatores como o envelhecimento da frota circulante está fazendo com que frotistas maiores procurem atualizar seus ativos.

“Exceto pelos últimos dois anos, que tivemos queda no mercado, havia uma média de 35 a 40 mil semileves por ano e que já estão no momento de trocar”, analisa.

Em seu planejamento, Ferrarez aponta os mesmos 15% de crescimento para cada um dos três subsegmentos neste ano. Por enquanto, as vendas da marca estão em alta de 1% para vans (com 1,1 mil unidades e 55,4% de participação), 10% em chassi-cabine (1,8 mil e 19,9% de market share) e de 37% para furgão (3,6 mil unidades e fatia de 33,3%).

NOVIDADES À FRENTE

Surpresa com o sucesso da edição limitada Sprinter 20 anos, com apenas vinte unidades para venda, a marca decidiu dar mais atenção aos clientes fãs da marca. “Percebemos, por meio dos concessionários, que este é um público que preza pela marca e pelo que ela representa, assim como ocorre com automóveis, também existe com caminhões e vans.”

Para isso, a empresa recebeu o aval da matriz para a produção de uma nova edição limitada denominada Golden Edition, com itens diferenciados aos que já são oferecidos normalmente “para dar a oportunidade aos clientes que querem essa exclusividade”, garante Ferrarez. Previsto para chegar ao mercado no segundo semestre, ainda não há definição sobre quantidade e preço do veículo.

FOCO NO CLIENTE

Com uma rede exclusiva ao modelo Sprinter lançada em 2012, a empresa evoluiu e agora contabiliza sete unidades ao negócio, sendo uma em São Paulo, duas em Curitiba (SP), três no Rio de Janeiro e duas em Belo Horizonte (MG). Além delas, outros 35 centros especializados, sendo quatro em São Paulo (maior mercado da marca para o segmento), montados em concessionárias com equipes exclusivas dedicadas ao atendimento.

“Este é um dos pilares da nossa estratégia de ter o diferencial e trazer para o cliente algo a mais além do produto em si”, afirma Ferrarez se referindo aos serviços oferecidos no pós-venda.

A marca adotou uma política para trabalhar com clientes do varejo e para isso montou uma equipe dedicada para tratar com os clientes maiores, como frotistas. Um dos braços dessa equipe cuida especificamente da área de implementação. O executivo explica que engenheiros da montadora trabalham juntos a diversos implementadores para desenvolverem soluções que atendam de forma específica as aplicações de clientes dos modelos Sprinter.

“Os implementadores – que são muitos – possuem na sua maioria produtos padrões que servem a todos as marcas atuantes no mercado. Com isso, por diversas vezes, são necessários alguns tipos de adaptações. Então temos trabalhado junto a eles para o desenvolvimento de um implemento, mesmo um baú, que aparenta ser a aplicação mais simples, mas na medida e com a especificação ideal para as características das várias opções Sprinter.”

Ferrarez acrescenta que essa iniciativa gerou um programa de certificação pela montadora para as implementadoras e que elas estão aptas a atender todas as necessidades e requisitos necessários para completar um modelo Sprinter.

Na área de serviços, considerada crucial pelo executivo – pois é a que mantém ou afasta o cliente – a empresa está lançando a revisão com preço fixo, que mostra ao cliente o quanto ele gastará exatamente na primeira, segunda e terceira revisão. “Era uma facilidade que faltava no portfólio: para se ter uma ideia, na primeira revisão, o cliente sabe que vai desembolsar R$ 890,00. Para o segmento, é um preço bem competitivo”, destaca.

Além disso, a marca oferece o novo contrato de manutenção Service Care, mesma nomenclatura utilizada para os contratos de manutenção de automóveis da marca, disponível em dois planos: o básico, que abrange troca de óleo, filtros e manutenções preventivas e que pode ser contratado pelo período de um a cinco anos. O segundo é o pacote completo, com formato flexível e modular, que pode ser adequado conforme a necessidade do cliente.

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