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Quarta-feira, 19 de Abril de 2017 | Notícias do Dia
Bancos públicos reduzem horário dos caixas eletrônicos em salas de autoatendimento
Michael Gonçalves

Correntistas e usuários do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal devem ter percebido a redução do horário nas salas de autoatendimento, onde estão instalados os caixas eletrônicos. Nas agências da Caixa, o horário foi reduzido das 22h para as 20h. No Banco do Brasil, os autoatendimentos têm diferentes horários para o desligamento: 22h, 20h e 19h. Tudo depende da região onde a agência está sediada. Entre os motivos estão os furtos e as explosões aos caixas eletrônicos e a segurança dos clientes.

No caso do Banco do Brasil a situação é ainda pior. Em bairros mais afastados, as agências não abrem as salas de autoatendimento nos fins de semana. A aposentada Albertina Schaefer, 74 anos, teve de mudar de hábitos. “No início encontrei a porta fechada muitas vezes, mas agora retiro o dinheiro que usarei no fim de semana na sexta-feira. Infelizmente, a gente tem os direitos aos serviços restringidos pela falta de segurança”, lamenta a cliente da agência Bela Vista, que fica no Jardim Cidade de Florianópolis, em São José.

O Banco Central regula somente o horário de funcionamento das agências. A disponibilidade de meios alternativos, como os terminais de autoatendimento, o internet banking e as transações por telefone, por exemplo, não são obrigatórios e cada banco estabelece as próprias regras de funcionamento e disponibilidade do serviço. Assim, os clientes da Caixa e do Banco do Brasil precisam correr contra o relógio quando pensam em utilizar os caixas eletrônicos fora do horário bancário.

O autônomo José Henrique Dias Filho, 65, é cliente da Caixa, mas um dia precisou retirar uma quantia com o seu pai no Branco do Brasil da Ponte do Imaruim, em Palhoça, após as 20h. “Precisávamos pagar uma conta e não teve jeito. A sala fecha às 19h e depois você fica na mão. Tive de perder algumas horas de trabalho no dia seguinte para fazer o saque”, conta. Além dos caixas 24 horas, que estão cada vez mais escassos, a solução para os clientes é procurar os caixas eletrônicos em shoppings e centros comerciais com horário de atendimento ampliado.  

Ocorrências estão dentro da média nacional

O delegado Raphael Souza Werling de Oliveira, que responde interinamente pela Divisão de Roubo e Anti-Sequestro da Deic (Departamento Estadual de Investigação Criminal), informou que o número de ocorrências contra os bancos em Santa Catarina não é diferente de outros Estados. Ele explica que existe diferença entre as quadrilhas que atuam em furtos e roubos a instituições financeiras. “A redução do horário é uma tendência nacional e, não, exclusiva de Santa Catarina. Não há mais ocorrências do que em outras localidades, como na época dos caixeiros de Joinville, que trabalhavam com os maçaricos. Hoje, as quadrilhas trabalham com explosivos e armas pesadas”, diz.    

Sem saber que conversava com a reportagem do ND, um bancário do Banco do Brasil, de uma agência que a sala de autoatendimento não abre nos fins de semana, falou sobre o principal motivo. “Os caixas eletrônicos ficam vazios para evitar os roubos e, por isso, não tem o porquê de a agência ficar com o autoatendimento aberto”, explicou. 

Banco do Brasil ressalta o reforço na segurança

Por meio de uma nota da assessoria de imprensa, o Banco do Brasil informou que revê permanentemente suas diretrizes de atendimento visando não só a eficiência operacional, mas a prestação de serviços bancários/financeiros de forma adequada e segura para seus clientes e usuários. A alteração no horário de disponibilidade das salas de autoatendimento passou por análise e validação do Conselho Diretor do banco, e seu objetivo é mitigar riscos e reforçar a segurança.

A Caixa Econômica Federal não respondeu até a publicação desta reportagem.

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