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Sexta-feira, 09 de Fevereiro de 2018 | Automotive Business
Bancos de montadoras projetam aumento de 15% nos financiamentos em 2018
Redação Automotive Business

A reação do mercado em 2017 refletiu em bons resultados para as financeiras: o volume total de crédito liberado para o financiamento de veículos atingiu os R$ 101,1 bilhões e pela primeira vez desde 2014 superou a casa dos R$ 100 bi. O total ficou 22% acima do verificado no ano anterior e também superou a estimativa da Anef, associação dos bancos de montadoras, que esperava montante de R$ 90,6 bilhões para o ano.

Com o resultado, a estimativa para 2018 é otimista e aponta para crescimento de 15% do total de crédito destinado à compra de veículos, equivalente a R$ 116,4 bilhões. A projeção é baseada na manutenção da retomada dos negócios que começou no ano passado. Para o saldo de financiamento, a Anef prevê R$ 185,1 bilhões este ano, o que representaria aumento de 8,6% sobre os R$ 170,5 bilhões de 2017.

“Depois de três anos de recessão, as vendas financiadas voltaram a crescer. Isso é reflexo da redução da taxa básica de juros e de outros indicadores econômicos, que garantem maior previsibilidade ao consumidor, que se sentiu mais confiante e foi às compras”, afirma Luiz Montenegro, presidente da Anef.


Segundo o executivo, havia uma demanda muito reprimida pelo crédito. “O brasileiro é muito consciente e só fecha um negócio quando tem certeza de que terá condições de quitá-lo”, acrescenta Montenegro.

Os números do balanço comprovam o ambiente mais favorável: as taxas de juros praticadas pelos bancos de montadoras foram de 18,85% ao ano e de 1,45% ao mês - as menores desde dezembro de 2014. Os índices cobrados pelas demais instituições independentes (bancos comerciais e públicos) foram de 22,2% ao ano e de 1,68% ao mês – mais baixos do que os cobrados há três anos, que foram, de 22,3% e 1,69%, respectivamente.

Entre as modalidades, o financiamento via CDC (crédito direto ao consumidor) respondeu por 48% dos negócios fechados para a compra de automóveis e veículos leves, enquanto 45% pagaram à vista. Consórcios e leasing responderam por 5% e 2%. No segmento de veículos pesados, que inclui caminhões e ônibus, o Finame foi responsável por 61% dos contratos, seguido pelo CDC, com 20%, compras à vista, com 10%, consórcios com 6% e leasing, com 2%.

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